Por que eu odeio crentes?

(Vou contar aqui causos e situações que aconteceram/acontecem comigo na minha vida que me fazem odiar Crentes, Cristãos, Evangélicos e Católicos também...)

- Quando eu era pequena, cantei a música que estava na moda na época, aquela da Deborah Blando. Minha mãe me deu um esporro, dizendo que era música de macumba. E por causa disso, depois, eu fiquei no trauma, aí quando ia dormir, os nomes dos santos espíritas/umbandistas apareciam na minha cabeça, e eu achava que eram demônios, e não conseguia dormir.

- Quando eu era pequena, minha mãe falava que doces de Cosme e Damião eram ruins. Minhas primas ficavam com potes cheios de doces, comendo todas felizes, e eu, com a maior vontade, só ganhava um saquinho de docinhos e bombons da minha mãe, comprado na lojinha da esquina. Uma vez, aceitei, escondido, uma bala de Cosme e Damião de uma velha, vizinha nossa. Naquele dia, eu passei mal horrores, tudo porque no meu psicológico, os doces eram ruins. E minha mãe assentiu que foi por isso que eu passei mal. Um dia, meu pai me deu 2 saquinhos de Cosme e Damião, na hora, eu fiquei toda animadinha, porque nunca tinha ganhado. Mas depois, lembrando do caso da bala, joguei na casa dos meus vizinhos os dois saquinhos de doce, me arrependo até hoje.

- Hoje em dia, morando sozinha, com 22 anos, e namorando vez ou outra com uma garota (a última durou 4 anos de namoro comigo), ainda recebo da minha mãe, bilhetinhos passados por debaixo da porta, citando Levíticos ("Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;") e dizendo as seguintes coisas "Deus está vendo o que está fazendo. Pare de andar no caminho errado, ou então, ele te julgará. E a mão dele caírá sobre você".

- Há uma igreja ao lado da minha casa, que toda sexta-feira, eles colocam caixas de som gigantescas na calçada e pregam no meio da rua. Param você e dão até panfletos, mesmo que você tenha outra religião e queira ser respeitado, eles tentam impôr isso a você. Eu fecho todas minhas janelas e minhas portas e ainda consigo ouví-los falando dentro de casa. E algumas vezes, eles passam das 10 horas...

- Quando tinha 12 anos, me apaixonei pela primeira vez, e foi por uma menina. Eu me sentia péssima... Culpada mesmo, pecadora. Achava que eu ia pro inferno por isso, e não assumia nem pra mim mesma essa situação. Fiquei 2 anos morrendo de ódio de mim mesma por me sentir assim, e rezando a Deus para que me fizesse gostar de meninos. E 2 anos de amor platônico pela tal garota. Entrei em depressão e tudo mais, e não podia contar nada a ninguém... Nem meus amigos e nem a minha mãe, me fechei em mim mesma. 12 anos, sofrendo bullying e com depressão, me auto-odiando e não aceitando quem eu era, porque achava que era pecado e que Deus condenava. Depois, gostei de outra garota. E depois de outra... E nessa terceira, eu a tratava mal, porque queria transformar o que sentia nela em ódio, mas não funcionou, continuei amando-a. Depois disso, tentei namorar garotos, mas nunca deu certo, eu não gostava deles. Nunca gostei de homens e percebi um dia, que nunca ia gostar. Ou era minha homossexualidade ou era a minha religião, optei por viver feliz e não cega.
- Evangélicos vão à rua em Madureira chamada "Ziggy", onde há uma festa LGBT, todas as quartas-feiras, pois, também há uma boate LGBT chamada Papa G. Esses evangélicos geralmente vão lá para tentar "converter" os homossexuais, dizendo-os que eles estão pecando em ser assim. Um, uma vez, saiu correndo, tomando "geladas" (gelo) dos gays e lésbicas. Bem merecido... É falta de respeito para com o próximo. Nós não vamos às suas igrejas, tentar "transformar" (como se isso fosse possível) os seus crentes em gays ou lésbicas, então, nos deixe em nosso espaço, com nossa festa e nos respeite.

- Quando eu não queria ir a igreja, pois, estava com preguiça, minha mãe dizia que isso era pecado, que Deus não gostava, e que se afastar da igreja era se afastar de Deus. E quando eu fiz 13/14 anos e disse a ela que não ia mais a igreja, ela começou a me condenar, dizendo que eu iria pro inferno por causa daquilo.
- Minha mãe falava que coisas que tinham caveira eram do demônio. Minha mãe pegou uma vez uma blusa do Marilyn Manson minha e usou de pano de chão, manchando-a toda de água sanitária. Ela odiava aquela blusa. Depois disso, eu tive que começar a "esconder" algumas das blusas que ela considerassem "do demônio", porque senão, ela ia acabar destruindo elas ou jogando-as fora.

- Até hoje, acho, minha mãe acha que eu me drogo, só porque sou lésbica, roqueira e bebo bebidas alcoólicas.
- A tal menina (a terceira) que eu gostei, e que eu tratava mal ela, uma vez, apesar de tudo, dei a ela uma blusa do Slipknot. Fiz questão de pegar uma blusa sem a foto deles, pois, a mãe dela era evangélica roxa como a minha. Na blusa, só tinha o logo da banda, o nome, apenas isso. E mesmo assim, a mãe dela jogou a blusa fora, alegando que a mesma era do demônio.

- Minha mãe procura chaves na bolsa e diz "Jesus, me ajude a encontrar essas chaves!". E eu fico imaginando G-zuis decendo do céu e procurando na bolsa dela as chaves pra ela... Haushausha! :P

- Minha mãe mexia em tudo, em tudo meu. Cadernos, livros, gavetas, mochilas, tudo... Menos no computador, porque ela nunca soube mexer direito. Então, meio que o computador era meu refúgio. Ela fazia isso, porque estava desconfiada já d'eu ser homossexual, e nunca aceitou isso. E quando eu usava o PC, ela costumava ficar passando atrás de mim o tempo todo, pra ver o que eu estava fazendo. Eu só tinha MESMO liberdade, quando era madrugada e ela estava dormindo. E mesmo assim, eu ocultava e colocava senha em coisas "homossexuais" no meu PC, caso minha irmã ou outro parente que soubesse usar PC mais ou menos, fosse lá, quando eu não estivesse e tentasse achar algo pra minha mãe. Desde então, eu aprendi a esconder bem minhas coisas e não ter liberdade alguma à respeitos de assuntos LGBT (exceto por hoje em dia, que moro sozinha e sou puramente assumida), devido a falta de privacidade que a homofobia-religiosa dela me pressionava.
- Minha mãe deixou de vender/alugar um apartamento dela a um cara que disse até que pagaria mais que as outras pessoas interessadas, apenas porque o mesmo fazia fantasia de carnaval. Aliás, minha mãe odeia carnaval, e nunca deixou eu sair fantasiada nem nada do tipo, porque ela dizia ser coisa do demônio. O mesmo pra festa junina, ela apenas deixava se fosse no colégio (ou com meu pai), mas mesmo assim, ficava de ovo virado quando nos referíamos a isso.

- Meu amigo Doom é umbandista. Um crente chegou à porta dele dizendo coisas como "Vamos a minha igreja pra conhecer e tal?", e o Doom disse "Ok, vamos. Mas primeiro, eu quero que você conheça meu Centro de Umbanda, que tal?", e o cara disse "Não", e o Doom disse "Então, também não vou conhecer sua igreja, desculpe".

- Minha mãe gastava (e ainda gasta) dinheiro à beça com a igreja. Nessa história de 10% ela pegava todo, eu disse TODO dinheiro que passava pela mão dela (incluindo minha pensão e a da minha irmã) e tirava o dízimo pra igreja. Inclusive, na época que ela era da merda da Universal do Reino de Deus, ela vivia fazendo aquelas tais de... Esqueci o nome, onde as pessoas pagavam 50 reais, recebiam uma arca de papel mixuruca e um óleo dízimo, e enchiam o bolso dos pastores e do Bi$po Macedo de grana. Eu lembro que com 13/14 anos, um pouco antes d'eu sair da igreja, eu já tinha uma mentalidade razoavelmente boa para analisar e criticar as coisas, e eu reparei. Todo o culto da IURD era baseado em dinheiro... Primeiro pediam oferta. Depois pediam dízimo. Depois vendiam jornais (que geralmente eram distribuídos na rua de graça). Depois bíblias e livros do Bi$po Macedo. No fim, como se já não bastasse isso tudo, falavam que iam rezar ("orar", né? Eles falam orar...) pela "economia" dos membros, e então, pediam para que cada um pegasse moedinhas, e quem não tivesse, os outros doavam, levantassem a mão com as moedas pro céu e faziam uma oração sobre isso. No final, as obreiras estendiam a sacola de pano e eles falavam "Agora, coloquem as moedas aqui". Sério, não é mentira... Nada disso é, aliás.

- A maior parte dos crentes (não digo todos...) são fanáticos religiosos ignorantes. Eles desaprendem a escrever e têm a mente-absurdamente fechada. Odeiam todas as outras religiões e são homofóbicos pra caramba. Sem contar com o machismo desenfreado que a própria bíblia prega.
Por esses e vários outros motivos que... Eu odeio crentes. Sinto muito se você for um, ao menos, seja um de mente aberta, não preconceituoso (se bem que sua bíblia prega preconceitos, mas tudo bem...), que cuide da própria vida e principalmente, não tente empurrar sua religião para as pessoas não interessadas nela. Obrigada.

11 comentários:

Anônimo disse...

Concordo. Também não suporto crentes, pois eles vivem espalhando ódio e faltando ao respeito aos outros que não se enquandram no grupinho deles.

Anônimo disse...

Eu sou crente, mas não sou nem um pouco viciada, e também não gosto dos viciados, na minha igreja eles são calmos, ainda bem.

AArK disse...

O problema em si não é dos crentes. É dos crentes FANÁTICOS. Fanatismo é uma bosta! Aliás, tudo em excesso é sempre ruim! ><

Caminho da Graça disse...

Oi!!! vi suas frases na net e fiquei curiosa pra ler.."queria saber o porque de tanta raiva dos crente rsrsrs...
Quase ia te jugando mau se não tivesse lido seu desabafo.. afffi.. já passei por coisas assim..
"mas percebi que eu não posso jugar um todo por um caso... ja pensou vc dixer que toda a minha família não presta por causa de um tio, irmão ou primo...
Oia, eu quero ser membro no seu blog espero que vc me aceite tá"

Gostaria de te convida para a visitar nosso blog, ou até quem sabe se tornar membro...
Atenciosamente Pastora Jennette Michelle.

Emily disse...

Coitados!!!tomare ki deus tenha misericordia de vcs!!!hipocritas!!!um dia vcs dirao: ah os crentes estavam crtos!na grand tribulacao vao PROCURAR os crentes + nao vao axar, pois Deus ja tera arrebatado sua igreja!ai eu kero ver!+ msm asim..falando mal do povo d deus ele ama vcs,msm cm todos seus erros, ele sempre estara d bracos abertos nos momentos mais dificeis da vida!!!vcs estao cegos!

AArK disse...

Tenso. o.o

Anônimo disse...

God is dead.
Rock n Roll is dead.

AArK disse...

Eu acho que o rock and roll está bem mais vivo que Deus! USHAUHSA! :P

Bruna disse...

Engraçado, passei por coisas parecidas com meus pais. Quando tinha 8 anos disse que queria ser pastora,mas o pastor da minha igreja disse que não poderia por ser mulher. Pouco mais tarde percebi que às mulheres são relegadas as funções inferiores, que a mulher com maior poder dentro da igreja é esposa de pastor. Segundo eles mulheres devem ser submissas e valorosas, ao homem é dado o dever de ser o chefe da casa, a mulher? que se lasque. Quando comecei a ler a bíblia mesmo e perceber que não condizia com meu senso de justiça, comecei a duvidar do deus cristão e posteriormente me tornei ateia. Quando minha mãe soube perguntou se eu fazia rituais no cemitério, rs, enlouqueceu quando descobriu que eu já tinha feito sexo e age do mesmo jeito que a sua me enchendo de frases evangélicas. Eu tento não ser preconceituosa, mas acho difícil depois de tudo que vivenciei ali dentro.

AArK disse...

Pois é... Isso me faz lembrar da época que eu morava com minha mãe, daí eu ouvi na rádio evangélica que ela sempre ouvia, o pastor falando que mulheres deviam ser submissas e etc. Na mesma hora fiquei revolts e comecei a debater com minha mãe o assunto, mas ela disse que não tinha jeito, que na bíblia estava escrito aquilo e que era a vontade de deus e blablabla. É... Desde aquele momento vi que a coisa não era pra mim tb.

Obrigada por comentar! ^^

Claudio Elias Do Nascimento disse...

Jesus Cristo Esta Voltando!!!