Mandíbula do Diabo

Você é o monstro na minha porta
O demônio que escoa
Você é o mal-feitor
Você é o abismo profundo
As vértebras, a mandíbula do diabo
Você é o passado negro enterrado
Você é o fantasma ignorado
Você é todas as farpas e todo o álcool
Sobre elas e dentro de mim
Você é meu sangue ficando quente
É meu coração parando de bater
Você é o pesadelo vivo
Você é o brinquedo que me obriga a brincar

Não quero seguir suas regras
Não quero seguí-las
Siga as minhas...
Siga as minhas regras

Você é aquilo que não pode ser nomeado
É a dor do esmagamento
É a refinaria do meu ódio
E a tristeza que me afaga os lábios
Você é o botão de desligar
Você é aquilo que eu preciso esquecer
Você é aquilo que eu me forço a lembrar
Você é a importância dos importantes
Você é uma coisa contínua e incômoda
Você é a maldade encarnada
Você é a cratera que me engole
Você é a profundidade das minhas ânsias
Você é o veneno mais doce
É o vício mais mortificante
Dentro dos meus neurônios

Não quero seguir suas regras
Não preciso seguí-las...
Siga as minhas...
Você precisa seguí-las (se ainda quiser me ter)

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