O dilema do monstro


E quando sua vida se resume em atenção ou pura contínua luta por auto-comiseração?
E quando os seus supostos amigos são menos importantes que qualquer esforço que você tente para engrandecer apenas a si mesmo?
E tudo o que você diz são falácias, armações ou uma simples imitação de outros seres pra se supervalorizar?
E todo mundo te subestimando, achando que você é apenas um pobre garoto com problemas psicológicos...
Ninguém imagina a mente doentia e egoísta que tem por trás disso tudo.
Você não é você, você nunca foi você, foi o ser que você criou a partir dos outros.
Do gosto dos outros, da roupa dos outros, das falas dos outros, da ideologia dos outros, da música dos outros...
Tudo em que você se baseia.
E as pessoas ainda podem associar essa desordem mental a sua falecida mãe.
Mas não é bem isso que acontece, não é?
Um camaleão entusiasta.
Alguém que explode apenas pra ter um pouquinho de atenção.
E quando sua vida se resume em atenção ou pura contínua luta por auto-comiseração?
Você não tem pena de você mesmo?

3 comentários:

Hannah disse...

Pobre camaleão entusiasta.

Yuri Santos disse...

Eu tive uma conversa dessas com a Rays um tempo atrás. Muito engraçado essa construção de personalidade, porque quando nós entendemos como ela é criada, acaba significando que nada é construído por nós, e sim, da representação de outros 'seres', outras vidas. Acaba entrando num entendimento que nada é nosso, mas de outras pessoas. Complicado. Gosto muito desses textos de auto entendimento, auto crítica. É legal. É existencialista.

AArK disse...

Não foi bem autocrítica, foi pra uma pessoa em específico. :P